De acordo com a psicóloga especialista em EMDR, o suicídio pode ter várias causas, mas não se pode negar a depressão e ansiedade como quadros psiquiátricos que podem levar uma pessoa a atentar contra a própria vida.

 

Os casos de suicídios envolvendo celebridades nos Estados Unidos causaram comoção entre os fãs e ligaram o sinal de alerta de que alguma coisa errada e silenciosa pode estar ocorrendo e que precisa ser detectada rapidamente.

 

A Profª Drª Ana Lúcia Castello, psicóloga clínica e presidente da Associação Brasileira de EMDR (Eye Movement Desensitization and Reprocessing ou Dessensibilização e Reprocessamento por meio dos Movimentos Oculares), explica que o suicídio é definido “como o desfecho de uma situação bastante complexa que tem como base uma gama de fatores que juntos levam o indivíduo a perder o controle sobre si e atentar contra sua própria vida”.

 

Contudo, dentre estudos que relacionam o suicídio diretamente com quadros psiquiátricos, observa-se que a depressão tem ocupado a maior parte do interesse dos estudiosos. Além da depressão, a ansiedade aparece como um fator iminente de risco de suicídio.

 

Para o apontamento e tratamento eficaz dos transtornos depressivos e de ansiedade, a terapia de EMDR vem mostrando sinais promissores. Segundo Ana Castello, quando o paciente apresenta um quadro de ansiedade generalizada ou de depressão profunda, muitas vezes isto pode estar ligado a traumas que ele viveu durante sua vida e o trabalho com a terapia de EMDR é eficaz para reprocessamento dos traumas.

 

“Por meio do EMDR, o profissional identifica a queixa que o paciente traz, localiza com o paciente os alvos que deverão ser trabalhados durante o processo terapêutico, começando pelo evento chave mais antigo que o paciente viveu e que gerou algum trauma que ficou aprisionado no seu cérebro e que o impediu de caminhar para frente em função dos resquícios sensoriais do trauma”, afirma

 

Segundo a psicóloga especialista, o EMDR atua na origem dos sintomas ansiosos e depressivos atuais que vem de um ou mais acontecimentos na vida do paciente que são registrados por meio de imagens, crenças, emoções e sensações corporais. “Os sintomas excessivos que são marcas registradas da ansiedade e da depressão funcionam no presente como um bloqueio ao acesso e a percepção relacionadas com a informação referente aos acontecimentos que foram vividos no momento do trauma”, comenta.

 

Ana Castello explica que o EMDR ajuda o paciente a reativar e redescobrir os recursos internos que o próprio pode dispor, e com eles encontrar suas capacidades potenciais para lidar com as vivências que foram difíceis e transformá-las em situações funcionais para lidar com as futuras preocupações. “Consequentemente, um paciente que está pensando em suicídio pode livrar-se destes pensamentos e conseguir lidar com as dificuldades da vida de uma maneira diferente, após reprocessar os eventos negativos que o perseguiam durante os momentos ansiosos ou depressivos mais difíceis”, conclui.

 

Sobre a Associação Brasileira de EMDR

Fundada em 2008, a Associação Brasileira de EMDR é composta por psicólogos e médicos com formação em EMDR e tem seus treinadores e facilitadores detreinamentos reconhecidos peloEMDR Institute (EUA). As Empresas vinculadas à Associação, EMDR Treinamento e Consultoria, dirigida pela DraEsly Carvalho e a Empresa Espaço da Mente, dirigida pelo Dr. André Monteiro promovem cursos homologados em todo o país para formação de psicólogos na técnica e a Associação Brasileira de EMDR tem procurado difundir o EMDR em todo o Brasil. www.emdr.org.br