Junho, 2018 – Assim como o Governo Federal que tenta diminuir algumas de suas despesas através da redução de itens supérfluos, como artigos de papelaria, por exemplo, as empresas brasileiras que estão no vermelho voltam suas atenções olhando para “dentro de casa”, em busca de soluções para reduzir custos e rentabilizar seu negócio.

 

“Aqueles gastos que parecem pequenos podem comprometer os recursos da empresa e significar a diferença entre sobreviver ou fechar o seu negócio”, destaca Samuel Lopes, sócio da Tiex, empresa de consultoria e gestão financeira corporativa.

 

Conforme Lopes, além de reduções de custos, controle pode gerar receita extra, que deve ser reinvestida no negócio, como novos produtos, serviços, bonificações e incentivos para colaboradores, no crescimento da empresa em geral, e até no lucro dos acionistas.

 

O especialista elenca cinco iniciativas que as empresas precisam ter para conseguirem se recuperar e crescer.

 

Plano efetivo: Antes de fazer qualquer corte, é necessário elaborar um planejamento financeiro/estratégico que tenha uma análise do passado e do presente, assim como uma projeção do futuro. “É importante lembrar que esta projeção tem que ser muito bem desenhada, considerando, por exemplo, as dificuldades atuais do mercado”, diz o sócio da Tiex.

 

Acompanhamento mensal: A viabilização de um acompanhamento mensal é imprescindível para que a empresa consiga obter resultados mais eficazes. Só assim os gestores poderão ter percepção de suas necessidades para a tomada das melhores decisões possíveis. “Qualquer desvio deve ser apontado e discutido. O redesenho dos processos internos e otimizações tecnológicas pode ser muito efetivo”, destaca.

 

Cortes menos impactantes: Deve-se saber onde é possível cortar sem interferir nos negócios. Vender ativos que fogem ao “core business” é desnecessário. “Ás vezes, as empresas entram em um mercado que possuem pouco conhecimento e acabam gastando recursos onde não tem experiência. Já uma renegociação de contratos com fornecedores, seguradoras e bancos é primordial”, afirma Samuel.

 

Planejamento Tributário: O planejamento fiscal é uma forma de minimizar os custos fiscais. Sucintamente, o planejamento fiscal terá de respeitar a lei de forma integral, procurando negócios jurídicos com menor ou nula tributação. Com isso, é possível se ter um maior controle dos gastos administrativos.

 

Aprender: Épocas de crise são ocasiões para aprender, pensar muito e ter resiliência. Se, com a crise, conseguimos renegociar contratos, minimizar custos administrativos, redesenhar processos para que se tornem mais efetivos, pagar menos impostos com um planejamento adequado, por que não fazíamos antes?”, questiona.

 

Sobre a TIEX:

Formada por três sócios com experiências em empresas multinacionais de grande renome, entre elas, Tivit, Construcap, DASA, Deloitte, Grupo Serveng, PricewaterhouseCoopers. Lucas Hanashiro é sócio responsável por todo o setor Tributário, Samuel Lopes é o sócio responsável pelas áreas de Tesouraria, Administrativa e Projetos de BNDES e Fabio Yamamoto é o sócio responsável pelos setores de Auditoria e Controladoria. A TIEX iniciou suas operações em maio de 2013, proporcionando assessoria financeira, gestão corporativa e planejamento completo a seus clientes. Alguns dos clientes atendidos são: Medela, Unigel, Companhia Brasileira de Cartuchos, CA Investments, IsoluxCorsán, Itaim Iluminação, IntuitQuickBooks, Banco Santander, AFUPM, entre outros.